Guia completo sobre posicionamento da cadeirinha infantil, transição entre bebê conforto, cadeirinha e assento de elevação, uso do Isofix e cuidados essenciais
Viajar com crianças exige atenção a pontos que vão além do cinto de segurança, como o tipo correto de dispositivo, a posição no veículo e a forma de fixação.
Escolher o lugar certo para a cadeirinha infantil pode reduzir riscos graves, evitar ferimentos e impedir multas e pontos na carteira.
Nas linhas a seguir, explicamos quando trocar cada equipamento, como instalar o assento de elevação e quando usar o Isofix, com orientações práticas para evitar erros fatais.
conforme informação divulgada pelo g1
Qual cadeirinha usar e as regras do Contran
As normas estabelecem faixas para cada equipamento, que ajudam a escolher a opção correta conforme idade, peso e altura da criança.
As definições são: Bebê conforto: até 1 ano ou 13 kg, Cadeirinha: de 1 a 4 anos ou entre 9 kg e 18 kg, Assento de elevação: de 4 a 7 anos, entre 15 kg e 36 kg ou até 1,45 m de altura, Banco traseiro com cinto de segurança: de 7 anos a 10 anos, desde que a criança tenha pelo menos 1,45 m de altura.
O uso incorreto da cadeirinha infantil acarreta multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e retenção do veículo, além de colocar a criança em situação de risco.
Quando trocar a cadeirinha e como priorizar a escolha
A troca do equipamento deve acompanhar o crescimento, priorizando, nesta ordem, o conforto, o tamanho e a idade da criança.
Se um bebê ainda cabe e está confortável no bebê conforto, por exemplo, pode permanecer nele mesmo que já tenha a idade para a transição, desde que o cinto fique bem preso.
Sobre a posição do bebê conforto, a orientação é mantê-lo voltado para o encosto do banco por causa da anatomia dos recém-nascidos, “O bebê nasce com a cabeça maior que o corpo, como na forma de um martelo, Nessa posição, ele fica mais protegido”, explica Celso Arruda, especialista da Unicamp.
Como usar e fixar o assento de elevação
O critério principal para dispensar o assento de elevação é a altura. Crianças com menos de 1,45 m não devem ficar apenas com o cinto de segurança, mesmo que tenham mais de 7 anos.
O assento de elevação posiciona o cinto de três pontos para que ele passe corretamente pelo peito, evitando lesões abdominais ou cervicais em colisões.
Se a criança ainda não tiver altura suficiente, pode continuar usando a cadeirinha completa, com encosto, desde que esteja confortável e com o cinto bem ajustado, conforme orientação do Inmetro.
Posição no carro, cintos de dois pontos, Isofix e cuidados práticos
Em carros com cinto de dois pontos no banco traseiro, e sem cadeirinha certificada para esse cinto, o ideal é levar a criança no banco da frente, com cinto de três pontos e o equipamento de retenção.
Nesses casos, é preciso desligar o airbag do passageiro, quando o veículo tem o dispositivo, para evitar que ele ecloda em caso de acidente e cause mais danos do que proteções à criança.
“Dar um jeito de fixar a cadeirinha feita para cinto de três pontos em um cinto com dois pontos é ruim”, alerta Fábio Viviani, especialista em segurança veicular, “Pode até parecer que ficou firme, mas nos crash tests é impressionante ver as forças envolvidas. A cadeirinha sem esse terceiro ponto de fixação não vai trabalhar da maneira como foi projetada”.
Para fixar os dispositivos, muitos carros contam com o Isofix, um sistema que ancora a cadeirinha ao assento traseiro por dois pontos de fixação, que ficam no vão entre o assento e o encosto.
O Isofix exige pontos específicos no veículo e na cadeirinha, e pode incluir um terceiro ponto, o Top Tether, que se conecta a um gancho no carro para limitar o movimento do dispositivo.
O Top Tether pode estar no assoalho, na parte de trás do encosto na área do porta-malas, ou na lateral do carro, na mesma área de saída dos cintos de segurança.
Ao instalar, localize os pontos de ancoragem, guie os encaixes da cadeirinha até os locais e empurre até ouvir o clique de travamento, em alguns modelos uma indicação em verde mostra que a fixação está correta.
Por fim, prefira sempre equipamentos certificados pelo Inmetro, e lembre que, sem um dispositivo certificado e testado, a criança não estará devidamente protegida.