Estilista baiana transforma ateliê em marca de moda agênero, fatura R$ 250 mil por mês, cresce 200% em 10 anos e chega a Nova York e Paris

0
11

Com foco em moda agênero, a marca foi formalizada em São Paulo, usou crédito para estruturar a operação, ampliou vendas online e em pop-ups, e ganhou passarela e clientes internacionais

O interesse pela moda começou ainda na infância, entre costuras observadas no bairro de origem, em Barreiras, na Bahia.

A trajetória passou por feiras locais, formação em design e gestão de moda em Salvador, e pela mudança para São Paulo, onde a empresa foi formalizada e recebeu apoio financeiro para crescer.

No caminho, a aposta em moda agênero se revelou oportunidade de nicho, com crescimento da marca, presença em mercados como Nova York, Lisboa e Paris, e faturamento aproximado de R$ 250 mil por mês, conforme informação divulgada pelo g1.

Da costura no bairro ao ateliê formalizado em São Paulo

Isa Silva relembra que, quando começou a produzir, conciliava a rotina na máquina com feiras aos fins de semana, “Eu costurava de segunda a sexta e, nos fins de semana e feriados, estava em algum lugar vendendo minhas roupas”, frase usada para marcar o esforço inicial.

A mudança para a capital paulista foi decisiva para a profissionalização, com abertura de CNPJ e obtenção de crédito, incluindo empréstimos a juros zero voltados a pequenos empreendedores, recursos que ajudaram a estruturar a operação.

Aposta no nicho agênero e expansão digital

A proposta de criar roupas para diferentes corpos, sem distinção de gênero, foi recebida como novidade em um cenário nacional ainda em construção, como resumiu Isa, “No Brasil, não se falava muito de moda agênero. Quando apresentei, as pessoas viam como novidade”.

Durante a pandemia, a marca reforçou o canal digital e entrou em grandes plataformas, estratégia que a própria estilista sintetiza em uma lição prática, “Eu aprendi muito na venda online”. Hoje o e-commerce convive com lojas pop-up, que atuam como turnê para levar a marca a diferentes cidades.

Crescimento, reconhecimento e números

Em dez anos, o negócio registrou crescimento de cerca de 200%, segundo dados divulgados, e ultrapassou fronteiras ao atuar em cidades como Nova York, Lisboa e Paris.

A participação na São Paulo Fashion Week aumentou a visibilidade, e o trabalho da estilista ganhou projeção com clientes conhecidos, incluindo a cantora Elza Soares, que ajudou a impulsionar a imagem da marca.

Hoje, além das coleções prontas, a empresa oferece peças sob medida e mantém estratégias para diversificar canais de venda, combinando presença digital e ações temporárias no varejo.

Persistência, identidade e próximos passos

Para Isa, o percurso envolve persistência e capacidade de se reinventar, uma postura resumida em suas próprias palavras, “Eu nunca deixei o preconceito tirar o meu brilho e a vontade de crescer”.

O modelo mostra como a moda agênero pode ser tanto uma resposta estética quanto uma oportunidade de mercado, unindo posicionamento claro, gestão financeira e presença em plataformas digitais para escalar o negócio.

Contato informado publicamente pela estilista inclui endereço em São Paulo, telefone, e-mail e perfis digitais, que servem como porta de entrada para clientes e mercados externos, reforçando a estratégia multicanal adotada pela marca.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here