Elefante-marinho Leôncio morreu após golpe no crânio e olho arrancado em praia de Alagoas, laudo do Instituto Biota aponta agressão e MPF será acionado

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Laudo indica que Leôncio sofreu múltiplos ferimentos por objeto cortante, apresentava hemorragia e foi encontrado encalhado em Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia

O elefante-marinho conhecido como Leôncio foi encontrado morto na praia de Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia, no litoral sul de Alagoas.

Peritos do Instituto Biota identificaram sinais de agressão, com ferimentos nas nadadeiras, nas costelas, crânio atingido e o olho arrancado, além de hemorragia.

O corpo estava em avançado estado de decomposição, não havia indícios de redes de pesca ou acidente semelhante, e o laudo será encaminhado ao Ministério Público Federal para investigação, conforme informação divulgada pelo g1.

O que diz o laudo e as evidências encontradas

Segundo o laudo preliminar do Instituto Biota, o elefante-marinho sofreu diversos golpes com objeto cortante. Os especialistas apontaram traumatismo no crânio, perda do olho e ferimentos compatíveis com ataque quando o animal ainda estava vivo, devido à presença de hemorragia.

O documento foi assinado por três veterinários especialistas em necropsia, que descartaram a hipótese de morte por enredamento em redes de pesca ou acidente marítimo, apontando violência direta como causa das lesões.

Reação do Instituto Biota e declaração oficial

O Instituto Biota vinha monitorando o animal desde que ele apareceu no litoral alagoano, e lamentou a morte após as agressões. Em nota, o biólogo e diretor-executivo do Instituto Biota, Bruno Stephanis, afirmou a preocupação com o caso:

“O que podemos afirmar, neste momento, é que o elefante-marinho foi violentamente atacado quando ainda estava vivo. Lamentamos profundamente essa situação. Tentamos aproximá-lo da população, promovemos uma enquete para o batismo e buscamos conscientizar sobre a importância de mantê-lo em segurança, mas, infelizmente, isso não foi suficiente”, afirmou o biólogo e diretor-executivo do Instituto Biota, Bruno Stephanis.

Histórico de aparições e monitoramento

Leôncio foi visto pela primeira vez no litoral alagoano no dia 11 de março, na praia de Ponta Verde, em Maceió, quando estava em processo de muda de pele e chamou a atenção de moradores e turistas.

Desde então, técnicos do Instituto Biota o monitoravam, e ele chegou a ser acompanhado em diferentes pontos do litoral até ser visto pela última vez no local onde foi encontrado encalhado.

Próximos passos na investigação

O laudo do Instituto Biota será encaminhado ao Ministério Público Federal, que deve acionar os órgãos competentes para apurar as circunstâncias da agressão e tentar identificar os responsáveis.

As autoridades ambientais e judiciais poderão requisitar perícias complementares, imagens e depoimentos de testemunhas, para esclarecer se houve crime ambiental e responsabilizar quem praticou as agressões.

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