Quadrilha especializada em furto de máquinas pesadas viajava de São Paulo para obras no Nordeste, enviava peças por correio e cinco suspeitos foram presos

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Operação interestadual prende cinco suspeitos em São José do Rio Preto e Andradina por furto de máquinas pesadas, mandados partiram da Vara Criminal de Salgueiro, prejuízo estimado em até R$ 100 mil

Nesta quinta-feira houve prisões em São Paulo ligadas a uma quadrilha que atuava em vários estados do Nordeste, com foco em equipamentos de obras e pedreiras.

A ação foi coordenada pela polícia de Salgueiro, com apoio de equipes paulistas, visando desarticular um grupo que se deslocava para cometer furtos qualificados.

As investigações apontam prejuízos significativos e envio das peças por correio para pessoas ligadas à liderança do esquema, conforme informação divulgada pelo g1.

Detalhes da operação e prisões

Segundo a polícia local, cinco suspeitos foram detidos em cumprimento de mandados. A fonte indica que “os mandados de prisão foram expedidos pela Vara Criminal de Salgueiro e cumpridos nas cidades de São José do Rio Preto e Andradina, em São Paulo”.

Além disso, “os nomes dos presos não foram divulgados” pela autoridade responsável, e as ações fazem parte de investigação iniciada após um furto no interior do Pernambuco.

Modus operandi e alvos

As investigações começaram após um crime registrado em 25 de setembro de 2025, quando, em uma pedreira de Salgueiro, “os criminosos levaram módulos eletrônicos de máquinas, avaliados em aproximadamente R$ 1 mil cada”.

As apurações mostraram que o mesmo modo de execução foi usado em obras da transposição do Rio São Francisco, em estados como Ceará e Paraíba, confirmando atuação de grupo organizado.

Logística, prejuízos e apoio da PRF

Segundo a polícia, os autores se deslocavam de São Paulo, percorriam estados do Nordeste para praticar os furtos, e, depois, “os equipamentos eram enviados por correio para uma mulher ligada ao líder da organização”.

A Polícia Rodoviária Federal, “auxiliou na identificação dos veículos usados pelos investigados, o que ajudou no reconhecimento dos suspeitos”. Em alguns casos, equipamentos furtados nas obras foram “avaliados em até R$ 100 mil”.

Indícios de ostentação e desdobramentos

As investigações também apontaram que os suspeitos ostentavam “um elevado padrão de vida, incompatível com rendimentos lícitos, frequentando destinos turísticos como Jericoacoara (CE) logo após a prática dos crimes”.

Autoridades informam que as apurações continuam para identificar toda a cadeia de envio e comercialização das peças, e que novas prisões ou medidas cautelares não estão descartadas.

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