Operação atinge Avelinos no Rio, Minas, Espírito Santo e Pará, com buscas em 29 endereços e alvos que incluem 5 policiais militares e 1 advogado, segundo investigação
Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro cumpriu mandados de busca e apreensão contra investigados de integrar a **milícia Avelinos**, em diligências realizadas em quatro estados. As ações ocorreram na manhã desta quarta-feira, e há mobilização de promotores e equipes de inteligência.
Ao todo foram cumpridos 21 mandados e vasculhados 29 endereços, em um desdobramento de investigação que envolve, entre outros, policiais militares e um advogado. As autoridades também apreenderam armas e munições durante as buscas.
Conforme informação divulgada pelo g1, as investigações apontam ligação dos alvos com uma estrutura criminosa que atua há décadas e reúne denúncias graves de violência e intimidação.
O que as autoridades apontam sobre a milícia Avelinos
Segundo o Procedimento Investigatório Criminal, do Gaeco, há indícios de que “há indícios de uma atuação criminosa sistemática e reiterada por parte do grupo, com forte influência em municípios do Sul Fluminense e características típicas de milícia privada”. Essa descrição integra o conjunto de provas e fundamenta as medidas desta fase.
Os crimes apontados na investigação incluem, em termos idênticos aos divulgados pelas autoridades, “homicídios já denunciados pelo Ministério Público, tentativas de assassinato, controle territorial, corrupção de agentes públicos e obstrução da justiça”. Os promotores relatam ainda práticas como intimidação de testemunhas, ameaças a familiares e eliminação de adversários para impor a chamada “lei do silêncio”.
Alvos, apreensões e alcance regional
Foram identificados nove integrantes do clã como alvos desta etapa, entre eles cinco policiais militares e um advogado. Um dos alvos é Felipe Aguiar de Oliveira Filho, conhecido como Filipinho Avelino, cuja residência foi objeto de busca.
As diligências ocorreram no estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital e os municípios de Paty do Alferes, Vassouras, Paraíba do Sul e Três Rios, e também alcançaram endereços em Minas Gerais, Espírito Santo e Pará.
Durante as buscas, as equipes apreenderam armas e munições, e a operação contou com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, e da Subsecretaria de Inteligência da Polícia Civil.
Histórico, estrutura e desdobramentos da investigação
As apurações indicam que a família Avelinos atua de forma organizada, com divisão de funções e hierarquia. Investigadores afirmam que a atuação do grupo remonta à década de 1930, com registros de quatro gerações envolvidas em mais de 50 homicídios.
Diante do histórico de violência, da intimidação de autoridades e de tentativas de obstrução, o GAECO passou a concentrar as investigações criminais relacionadas ao grupo. A operação atual visa aprofundar provas e identificar responsabilidades penais dos investigados.
O caso seguirá em investigação, com possibilidade de novas medidas judiciais a partir das evidências coletadas nas buscas e apreensões, e com a atuação coordenada entre promotores e órgãos de inteligência.
