Polícia apreende cápsulas, encontra bagagens e suspeitos sem destino definido, e investiga suposto esquema de tráfico por ingestão envolvendo mulas humanas
Doze pessoas foram levadas a um hospital após a suspeita de ingestão de drogas, exames confirmaram que estavam com cápsulas no corpo, e permanecem sob custódia.
Durante buscas em uma residência, os policiais localizaram bagagens, mercadorias e várias pessoas que não souberam explicar para onde iriam, nem quem organizava a viagem.
As autoridades estimam que o grupo tenha engolido mais de mil cápsulas de droga, e já haviam sido expelidas 718 cápsulas até o registro do caso, conforme informação divulgada pelo g1.
Apreensão no local e evidências encontradas
Na casa, os policiais encontraram 83 cápsulas de cocaína escondidas em um guarda‑roupa e outras 18 no lixo de um banheiro, totalizando 101 unidades. Além das cápsulas, foi apreendido cerca de 35 gramas da droga.
Com a suspeita de tráfico por ingestão, a equipe encaminhou 12 pessoas ao hospital para exames que confirmaram a presença de cápsulas no organismo, e todas permaneceram sob custódia.
Perfil do grupo e sinais de organização
Segundo os policiais, no imóvel havia várias pessoas, bagagens e mercadorias, e o grupo não soube explicar o destino da viagem nem quem coordenava a ação, o que reforça indícios de atuação como mulas humanas.
As características observadas pela polícia apontam para um esquema de transporte humano de drogas, prática em que indivíduos ingerem cápsulas para levar a substância por rotas interestaduais ou internacionais.
Quantidade estimada e situação no momento
As autoridades estimam que mais de mil cápsulas tenham sido ingeridas pelo grupo, e até o registro do caso 718 já haviam sido expelidas. O número indica o risco à saúde dos envolvidos, além da dimensão da operação criminosa.
Registro e encaminhamento da investigação
O caso foi registrado como tráfico de drogas e encaminhado à Polícia Federal, que ficará responsável pela investigação e apuração das responsabilidades, conforme previsto para operações dessa natureza.
As investigações seguirão para identificar organizadores, rotas e eventuais conexões com quadrilhas maiores, enquanto as autoridades avaliam medidas para prevenir novos casos e proteger a saúde das pessoas usadas como mulas humanas.
