Família de jovem que morreu após hemodiálise acusa contaminação por ácido peracético, exige investigação e responsabilização da clínica em São Gonçalo

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Parentes afirmam que imagens mostram o colapso durante a sessão, a principal suspeita é de contaminação por ácido peracético na limpeza dos equipamentos, e a 72ª DP investiga

Bruno Rodrigues Ventura dos Santos, de 29 anos, morreu após uma sessão de hemodiálise, ficou 18 dias internado em estado grave, mas não resistiu.

Imagens de segurança registram o momento em que ele passa mal durante o atendimento, segundo familiares, que denunciavam problemas e pedem responsabilização.

A principal suspeita é de contaminação por ácido peracético, usado na limpeza de equipamentos, possivelmente por falha operacional, conforme informação divulgada pelo g1.

O que ocorreu durante a sessão

De acordo com relatos da família e com as imagens citadas, o paciente passou mal já dentro da unidade de hemodiálise, recebeu atendimento no local e foi internado em estado grave.

Bruno permaneceu hospitalizado por 18 dias, mas não resistiu aos ferimentos e às complicações, e acabou morrendo, fato que motivou a reavaliação do registro policial inicial.

Como está a investigação

A apuração do caso é conduzida pela 72ª DP de São Gonçalo, e o processo está em fase final, com acompanhamento do Ministério Público, segundo as informações disponíveis.

O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal por imperícia, mas a tipificação deve ser alterada em razão do óbito, e outras apurações administrativas também foram abertas.

Situação da clínica e ações das autoridades

A clínica onde ocorreu o atendimento tinha o certificado de regularidade vencido desde junho de 2025, conforme apontado nas apurações, e, após o incidente, pacientes foram transferidos para outras unidades.

Autoridades orientaram a adoção de melhorias no local, e o Conselho Regional de Medicina do Rio abriu uma sindicância para verificar possíveis falhas na conduta da equipe.

O que se sabe sobre o ácido peracético e riscos

O ácido peracético é utilizado como agente desinfetante em equipamentos médicos, e, se houver contato ou resíduo em linhas de diálise, pode provocar irritação ou lesões químicas, por isso a correta diluição e o enxágue são essenciais.

Especialistas e autoridades sanitárias ressaltam que falhas operacionais em procedimentos de limpeza podem representar risco aos pacientes, o que reforça a necessidade de apuração completa do incidente.

A família mantém a cobrança por esclarecimentos e responsabilização, e as investigações devem apontar se houve negligência, erro operacional ou falha sistêmica na clínica, com desdobramentos civis e criminais conforme o resultado das perícias e do inquérito.

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