Em 2025 a Huawei alcançou receita anual impulsionada por infraestrutura de rede e dispositivos de consumo, enquanto a divisão de nuvem registrou retração diante da forte concorrência
A chinesa Huawei registrou crescimento modesto na receita em 2025, com avanço puxado por áreas de rede e produtos ao consumidor.
O resultado representou a segunda maior receita histórica da companhia, e o lucro também teve melhora, em meio a um cenário de competição acirrada no mercado de nuvem.
Os números e detalhes do desempenho financeiro foram divulgados pela própria empresa, conforme informação divulgada pelo g1
Resultado anual e lucro
A empresa de Shenzhen registrou uma receita total de US$ 127,5 bilhões em 2025, o que representa um crescimento de 2,2% em relação a 2024.
Esse ritmo de alta foi bem mais tímido do que o observado no ano anterior, quando a expansão foi de 22,4%, e fez de 2025 a segunda maior receita anual da Huawei, atrás apenas dos US$ 128,9 bilhões de 2020.
O lucro líquido da companhia subiu 8,6%, alcançando US$ 9,8 bilhões, mostrando que a rentabilidade avançou apesar da desaceleração da receita.
Desempenho por áreas de negócio
A unidade de consumo, que inclui smartphones e aparelhos digitais, teve receita de US$ 49,8 bilhões, com aumento de 1,6%, contribuindo para o resultado anual.
A divisão de infraestrutura de tecnologia da informação e comunicação, principal fonte de faturamento, registrou vendas de US$ 54,2 bilhões, alta de 2,6%, segundo o comunicado da empresa.
Computação em nuvem e automotivo
O segmento de computação em nuvem sofreu uma queda de 3,5% na receita, reflexo da forte concorrência no mercado chinês e de desafios para ampliar participação.
Em contrapartida, a área de soluções automotivas inteligentes apresentou crescimento expressivo, com alta de 72,1% e receita de US$ 6,5 bilhões, apoiando parcerias com montadoras tradicionais em tecnologia para veículos.
Implicações e perspectiva
O avanço moderado na receita, combinado com melhora no lucro, sinaliza que a Huawei está conseguindo preservar margem enquanto enfrenta competição em segmentos estratégicos.
Analistas apontam que a performance em nuvem será determinante para o próximo ciclo de crescimento da empresa, ao mesmo tempo em que redes, consumo e automotivo seguem como pilares para sustentar a receita.
