Operações foram intensificadas contra o Irã, com explosões em Teerã, ataque a um navio com dois milhões de barris, e proposta iraniana de pedágio no Estreito de Ormuz
O primeiro-ministro de Israel afirmou que parte significativa das metas da campanha militar já foi cumprida, em meio a uma escalada que envolve Estados Unidos, Irã e países do Golfo.
Nas últimas horas houve ataques aéreos sobre Teerã, alertas por interceptações de mísseis e drones nos Emirados Árabes Unidos e um incêndio em um navio que seguia para a Ásia.
As informações reunidas nesta reportagem foram publicadas por diversas fontes, conforme informação divulgada pelo g1.
Ataque ao navio Al-Salmi e o carregamento estratégico
Autoridades em Dubai informaram que um navio foi incendiado por um ataque de drone pouco antes das 4h, perto de uma casa abandonada na área de Al Badia, e que o incêndio foi controlado após algumas horas.
O navio, identificado como Al-Salmi, pertence e é operado pela Kuwait Oil Tanker Company, e, segundo a empresa de inteligência marítima TankerTrackers.com, o embarque transporta “cerca de 1,2 milhão de barris de petróleo bruto saudita e 800 mil barris de petróleo bruto kuwaitiano”.
As autoridades locais disseram que houve danos ao navio, mas que os 24 tripulantes estão seguros e ilesos, e que quatro pessoas ficaram feridas no incidente.
Ofensiva contra o Irã, explosões em Teerã e vítimas
Horas depois de supostos sinais de mísseis iranianos em direção a Israel, ataques foram lançados contra a capital iraniana, provocando detonacões ouvidas pela população e interrupção temporária de energia em algumas áreas.
Fontes militares relatam duas pessoas levadas ao hospital, sendo um soldado “gravemente ferido” e um reservista “moderadamente ferido”.
A agência Tasnim, associada à Guarda Revolucionária Islâmica, informou que a maior parte da energia foi restabelecida na manhã seguinte, e que interrupções teriam sido causadas por estilhaços que atingiram uma subestação.
Estreito de Ormuz, pedágio e impacto no mercado de petróleo
Uma comissão parlamentar no Irã aprovou planos para impor pedágios ao tráfego no Estreito de Ormuz, segundo a agência Fars, e anunciou que navios de países que participaram de sanções contra o Irã seriam proibidos de transitar.
Cerca de 20% do petróleo bruto mundial passa por essa importante via marítima entre o Irã e Omã, e a empresa de inteligência marítima Kpler informou que “as travessias caíram cerca de 95%” desde o início da guerra.
A proposta foi divulgada na televisão estatal iraniana, que disse que o Irã planeja implementar o sistema em cooperação com Omã, uma ação que pode afetar rotas comerciais e os preços internacionais.
Riscos imediatos e perspectivas
O episódio confirma uma tendência de escalada, com confrontos diretos, ataques por drones e medidas legais e econômicas para controlar rotas estratégicas.
Analistas apontam que a combinação de ações militares e restrições no trânsito marítimo aumenta o risco de impactos duradouros na oferta global de petróleo e na segurança regional.
No curto prazo, autoridades locais seguem em alerta, com mensagens de celular orientando população e visitantes a buscar abrigo sempre que houver interceptações de mísseis ou drones.
